17/05/2011
Hoje acordei e já não sabia mais como me sentia. Parecia que havia ficado fora por séculos. Me surpreendia em como estava cansada e como parecia que tudo flutuava ao meu redor.
Eu não sabia mais do que tinha necessidade. Do que realmente precisava, o que eu queria. Parecia que acordei vazia. Não tinha no que pensar, não tinha alguém que tomasse meu coração com a dor e seu companheiro fiel chamado amor.
No domingo, senti a alegria imensa de ver que o havia esquecido. Foi tão de repente, praticamente do mesmo jeito como no dia em que ele acabou tudo. Não havia pensado nele o dia todo, mas de repente, ele me veio à memória - mas não ao corpo. Não senti vontade de sumir, de chorar. Não senti a costumeira e inseparável dor. Lembrei dele como se fosse mais uma pessoa da minha vida. Não parecia que um dia já havia lhe dado o meu coração.
Ele ainda faz parte das minhas noites de sonos e dos meus sonhos mais estranhos e confusos. Mas também sinto que ele não faz mais parte da minha vida. Como se tivesse me devolvido o meu coração pelo correio.
É estranho me acostumar com ele de novo aqui no peito. Parece que nunca foi meu. Mas eu sei que logo me acostumarei com ele de novo, e que dessa vez, ficará muito tempo comigo, esse bom e velho amigo, coração ferido.





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